Insatisfação no emprego. Será que adianta pedir pra sair?

Ou, melhor, é viável pedir para sair?

Encontrar uma boa posição no mercado de trabalho não é fácil. Hoje em dia, empregos não dão em árvores e, para cada vaga preenchida, existem alguns bons candidatos por aí.

Mesmo que seu emprego não esteja lhe satisfazendo na medida em que você gostaria que estivesse, existem alguns pontos a serem analisados cuidadosamente antes de decidir pela saída. Tal reflexão auxilia no planejamento de futuros passos mais seguros em relação às escolhas profissionais, e nunca é bom repetir erros, não é mesmo?

O primeiro passo é avaliar cuidadosamente – e de forma mais honesta possível – o que lhe irrita  (às vezes a palavra é exatamente essa) no seu atual emprego. Muitas vezes nos acostumamos a criticar nossos postos não pelas suas características intrínsecas, mas por continuidade em relação ao ambiente de trabalho como um todo, ou então por críticas à empresa, ao negócio, aos colegas…Portanto, nesse momento, vale retirar os ‘a prioris’ da crítica e focar no trabalho em si. O que vale a pena e o que não vale, na execução da atividade, nos contatos necessários a sua realização, entre outros fatores.

Em seguida, é recomendável que uma análise da própria carreira seja feita. Qual sua idade e formação? Seus amigos, ou conhecidos, da mesma idade, estão em uma posição profissional que você julga ser mais favorável ou menos favorável em relação a você? Normalmente, quem está insatisfeito no trabalho tem uma carga de insatisfação em relação a si próprio, só que de forma mais ou menos velada. E isso geralmente é transferido para o emprego, ao invés de ser trabalhado de forma mais racional, ou através de um self-improvement qualquer. Aqui, o que vale é analisar o que você colheu por aquilo que plantou – se é que plantou.

Após refletir sobre o quanto de sua insatisfação consigo próprio foi transferida para o seu trabalho, e o que do seu trabalho realmente lhe deixa insatisfeito – talvez seja a hora de planejar uma transição. Nos próximos posts vou trabalhar em cima desse tema.

Até!

Trabalhe conosco!

Alguns profissionais à procura de vagas no mercado de trbalho frequentemente optam por fazer o cadastro do currículo online, nos sites das empresas.

De fato, muitas companhias terceirizam esse serviço através de grandes empresas de e-recruiting, o que facilita o processo com segurança. Entretanto, eu tenho percebido que algumas empressas multinacionais (não citarei nomes,claro), ainda possuem arcaicos servidores de bancos de currículos, que inclusive não funcionam sistematicamente. Acabei de passar por essa experiência no site de uma montadora internacional e nem mesmo foi possível entrar em contato para reportar o erro no cadastro do currículo.

Muito decepcionante isso, né?

Fim de ano, formatura, mercado de trabalho.

Formei!

Talvez o último semestre tenha sido o mais difícil da faculdade, mas o resultado foi positivo.

Agora, com o restinho de fôlego…processos seletivos! Mas o mercado em Bh em dezembro está fraco, viu…medo de desanimar mode on!

Abraços e até ano que vem!

Este texto é fichamento do artigo “Esboço de uma crítica à especulação no campo da SM&T”, de autoria da professora Maria Elizabeth Antunes Lima. Esse artigo faz parte da coletânea “Saúde Mental e Trabalho – Leituras”, cujos organizadores são Wanderley Codo e Maria da Graça Jacques.

O artigo se presta a fazer uma revisão critica da trajetória teórica em torno da SM & T, através do resgate histórico desse campo de estudo ao longo do século XX, e, primordialmente, dos pilares franceses fundantes da mesma.

  1. A crítica de Georges Politzer aos fundamentos da Psicologia
    • Primeiro a fazer uma ontocrítica à Psicologia ao lançar as bases do que chamou de “psicologia concreta ou materialista”
    • Oposição entre psicologia concreta e psicologia abstrata, essa última representada pela psicologia clássica e, em menor grau, pela psicanálise.
    • Espiritualismo seria a maior evidencia do idealismo na psicologia clássica, pois “consiste em construir um mundo imaginário sobre o modelo da natureza física – uma segunda natureza”.
    • Propôs uma psicologia concreta, que considerasse o fato psicológico na sua efetividade, abordagem ao individuo e aos fatos humanos.
    • Admite que com a psicanálise a psicologia adquiriu o status científico mas que Freud caiu em um vazio especulativo, aderindo à abstração e `a representação.
  1. Critica à especulação no campo a SM&T: as principais correntes francesas
    • A psicopatologia do trabalho emergiu a partir de um movimento surgido no final da década de quarenta na França, como o movimento da Psiquiatria Social, que deu origem a pelo menos duas correntes que prevaleceram durante muitos anos e são importantes para compreendermos os rumos tomados por essa disciplina.
    • São elas: organogênese de Ey – concepção dinâmica e organicista da doença mental; a sociogênese de Politzer, loucura deve ser entendida sob a ótica da psicossociologia.
    • Ey influenciou Sivadon, Politzer influenciou Le Guillant.
  1. A corrente organo-social de Paul Sivadon
    • Primeiro a usar a expressão “psicopatologia do trabalho”
    • Trabalhava com a reinserção social de pacientes psiquiátricos pela via do trabalho.
    • Precursor do movimento antimanicomial
    • Primeiro a relacionar certas atividades laborais com alguns tipos específicos de doenças
    • Dupla saída do trabalho: recurso terapêutico ou psicopatologizante
    • Problemas do trabalho de Sivadon: recurso à especulação quando tenta articular satisfatoriamente o social, orgânico, o psicológico. Em suma, não consegue articular satisfatoriamente subjetividade e objetividade.
    • Fortemente relativista. Ver crítica de Sokal e Bricmont
  1. A sociogênese de Louis Le Guillant
    • Contemporâneo de Sivadon, estudou varias categorias profissionais tais como empregadas domésticas, telefonistas, maquinistas, etc.
    • Seu objetivo foi o de explicar o papel do meio (portanto, do ‘social’) no surgimento e desaparecimento dos distúrbios mentais, nunca negando a presença de fatores orgânicos (minorados, na sua determinação) dos mesmos.
  1. Christophe Dejours: da psicopatologia à psicodinâmica do trabalho
    • Teórico que introduziu a psicanálise no estudo de SM&T, na década de 80.
    • Estudou o impacto do taylorismo/fordismo no psiquismo dos trabalhadores
    • Estratégias defensivas de coletivos de trabalhadores e segurança ocupacional
    • Dificuldade teórica que perpassa toda sua obra: diferenciar entre psicologia concreta e abstrata
    • Desde inicio, deixa claro seu desinteresse pela situação real de trabalho em detrimento de um enfoque no discurso dos trabalhadores e na subjetividade da análise.
    • “Os dados da pesquisa passam pela subjetividade do pesquisador”
    • Rompe com a psicopatologia do trabalho e funda a psicodinâmica
    • Na segunda fase de sua obra, continua com ênfase no discurso em detrimento dos fatos, que para ele “não existem em si”.
    • Objeto da psicodinâmica do trabalho é o sujeito, o trabalho é marginal.
  1. Considerações finais
    • Categoria ‘trabalho’ é central no processo de autoconstituiçao humana
    • Chasin: trabalho funda, produz e reproduz o ser social, intermedeia o homem que vai se constitui e o animal que o é.
    • Trabalho possibilita a compreensão da articulação entre subjetividade e objetividade.
    • Dejours foi o que mais se aproximou desse horizonte teórico, o ponto critico de sua obra é a ausência de um enfoque privilegiado sobre o trabalho.
    • A abordagem da autora se inicia com a análise ergonômica do trabalho (resgate das situações reais de trabalho) e segue para a análise psicossociológica do trabalho (que acessa as vivências subjetivas e intersubjetivas)
    • A psicossociologia permite estudas as práticas sociais e os indivíduos nelas inseridos.
    • Ergonomia e Psicossociologia são disciplinas complementares.

Bibliografia FHEMIG 2009

Bibliografia abrangente:

Saúde Mental e trabalho

Entreavista Psicologica

Terapia breve de orientaçao psicanalítica

Educação e informação em saúde…vamos ver no que dá!

Formação também no fim de semana…e inquietações.

Está acontecendo esse  fim de semana, em Belo Horizonte, um evento muito interessante para empreendedores, estudantes universitários e colaboradores. Trata-se do Oh!Minas Gerais, e tive oportunidade de conferir o dia de ontem. Foi uma tarde muito agradável em um lindo hotel lazer nos arredores da capital, e tudo foi milimetricamente preparado para encantar os convidados.

No sábado foram cerca de cinco palestras fantásticas, cada uma revelando o perfil do empreendedor palestrante em questão. Destaco, em tags, o que assisti: varejo, tendências, convergência digital e treinamento.

O Dr. Alberto Wainstein, diretor do Biocancer, quebrou paradigmas ao segurar um público que, acredito, até então não tinha pensado a biotecnologia como uma noiva cobiçada no mercado de investimentos. Tomara que tenha conseguido conquistar alguns bolsos endinheirados para fomento da pesquisa clínica e laboratorial na nossa capital…

Luis Nacif, da Microcity, também mostrou que sucesso empresarial nem sempre deve refletir o embotamento dos gestores. Antes disso, pode ser o resultado de despojamento, praticidade e um pouco de malandragem…Na minha opinião foi o melhor do dia.

A palestra de convergência digital me deixou muito impressionada. Há algumas semanas tenho tendado organizar meus inquietantes pensamentos a repeito da interação homem -máquina, e no agravamento da virtualização do self ao qual temos assistido diariamente…está difícil, primeiro porque me falta TEMPO, para ler artigos, pesquisar bibliografia, organizar meus pdf’s desse assunto. Tem um vídeo da microsoft que representa bem o que tem me deixado assutada com o que esta acontecendo, mas ainda nao sei se é bom ou ruim. Pretendo escrever mais sobre esse topico, mas nao sei se vai rolar. Não abdico de nove horas de sono por dia.

Evento de Formação

rh

A UFMG RH Consultoria Jr. promoverá em breve minicurso sobre Administraçao em RH. Para os interessados, basta clicar na imagem.